Postado por Diego Ivo em 07/03/2010 | Tags:Facebook, Google Buzz, Twitter
Google Buzz para melhorar o Gmail e não desbancar o Twitter
O Google Buzz, mais do que pela utilidade dele, que não me parece que irá fazer frente ao Twitter e muito menos ao Facebook, tem causado curiosidade. Fico pensando no que o pessoal de Mountain View realmente espera dele.
Já comparei o Google Buzz ao Twitter, considerando que a nova ferramenta do Google seja uma ferramenta para concorrer diretamente com o Twitter. Aliás, é o que todo mundo tinha falado na época, até porque sempre consideramos que a Google virá com projetos ambiciosos. E todo mundo tem repetido que neste sentido o Google Buzz é um fiasco. Mas talvez não seja tão fiasco assim. Explico.
Pois bem, se antes eu pensava que o Google  queria desbancar Twitter e Facebook sobretudo, agora já acho que a estratégia do Google Buzz talvez seja mais humilde. Assim como o Gtalk nunca foi feito para acabar com o MSN/Windows Live Messenger, e sim alcançar um nicho especÃfico de chat simples, integrável a e-mail e outros sites, o Google Buzz quer na verdade tornar o Gmail uma ferramenta melhor e mais versátil, mais social.
O Google Buzz é mais social tal como todos os produtos de web precisam ser para sobreviver. Nesse sentido, o Gmail dá um grande passo a frente de seus concorrentes. E o Google aceita que, assim como ela tem seu lugar de liderança nas buscas, o Twitter tem o seu na troca de informações rápidas.
Mais importante, esta estratégia faz aumentar a base de usuários com e-mail do Gmail ao redor do mundo. Se antes já era bem melhor que todos os outros serviços de e-mail, com esta novidade o Google pode atrair mais usuários para sua ferramenta de e-mail gratuito –  torna-se imbatÃvel! E se tem mais gente com Gmail, há mais contas Google (o que facilita adesão a novos produtos) e mais gente pesquisando no Google, porque no próprio Gmail há o formulário de busca do Google. Lógico, não?
Isso me faz considerar que, após o real fiasco do Google Wave, o foco tenha se voltado de fato para os produtos já existentes e a expansão deles. Afinal, a questão do mercado não é só criar um produto novo mas também não deixar um produto ficar velho. O que já existe tem de se renovar também.



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