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Artigos de SEO e Marketing digital

Autor: Diego Ivo Publicado em 18/08/2010 | Tags:,

A história do nofollow: onde irá parar o PageRank?

Uma das mudanças mais significativas no algoritmo do Google se referem à tag rel=”nofollow”, que primeiramente foi utilizada para combater SPAM. Quando um link tinha essa tag, o Google passava a ignorá-lo.

A importância disso, como você deve saber, é que o Google considera que cada link funciona como um voto para outra página. Simplificando bastante, é dessa forma que o Google entende a relevância de um site na web – quanto mais e melhores links um site recebe, mais relevante é ele.

Quando se utilizava a tag nofollow em algum link era como se você disesse assim: “Olha, Google, não coloco a mão no fogo por esse site não… Ele pode até ser um SPAM!” O Google, portanto, não seguia aquele link – pelo menos a partir do seu site. Era como se você não tivesse dado voto nenhum.

Em algum momento, isso foi muito importante, sobretudo por dois motivos: o primeiro, óbvio, era que spammers faziam sites ficar bem posicionados com links que facilmente poderiam receber uma tag nofollow (e hoje recebem); sem esse nofollow, o Google acabaria trazendo nos resultados um punhado de lixo.

Segundo, que no caso de blogs o link dos comentaristas não deve ser tratado exatamente como um voto: é muito fácil deixar um comentário em um site e receber link. Logo, não deve indicar necessariamente um “voto” do proprietário daquele site.

Por um tempo, isso deu certo. Até se aprender a esculpir PageRank.

Esculpir PageRank: uma arte fora do jogo

Com o tempo, criou-se a arte de esculpir o PageRank: acontecia que o chamado link juice, quando havia um link nofollow, era acumulado no site (ao contrário de ser transmitido em caso de um link dofollow). Ou seja, utilizar a tag rel=”follow” rapidamente se disseminou como uma prática de acumular o PageRank, evitando fazer o link do-follow mesmo quando era justo que se o fizesse.

Isso, mais uma vez, criou problemas para o Google: se continuasse da mesma forma, seu algoritmo simplesmente se tornaria irrelevante: as pessoas aprenderiam que não deviam dar votos. Foi aí que, mais uma vez, o Google modificou no algoritmo como são vistos os links nofollow.

Deu nofollow, perdeu o link juice, mané

Em minha opinião, foi uma atitude muito acertada essa do Google: quando há um link nofollow, o link juice será simplesmente derramado pelo chão, ou seja, perdido. Não vai para o linkado, não fica com o linkador: só deus sabe o que acontece com ele.

Isso é por um lado muito bom: combate a usura de links que deveriam ser dados, corrige esse problema grave no algoritmo do PageRank. Além do mais, agora que SEO é algo mais conhecido em todo o mercado, o Google joga a responsabilidade para o webmaster. Então, se um webmaster usar um nofollow é porque aquele link realmente não deve ser seguido. Se der, assume a responsabilidade.

Não é fácil ser o Google

Obviamente, cuidar do algoritmo do Google não é nada fácil – ainda mais combatendo lixo eletrônico, o indesejado SPAM.

Na situação de acumular o link juice, o Google faz não se utilizar link de forma correta. Na outra situação, de fazer o link juice do nofollow ser pedido, faz com que se crie uma tendência de reavivar o dofollow em diversos lugares.

Ou ainda uma situação que já nem é tão nova: as pessoas deixam de fazer links e ao invés disso colam a URL de destino. Como não há a tag <a>, mais uma vez se consegue esculpir o PageRank (embora mais dificilmente).

Hoje, os principais sistemas de blog – WordPress e Blogger – utilizam por padrão a tag nofollow nos links dos comentários. Mas o que acontecerá quando usuários descobrirem que há um link juice sendo derramado, não ficando no próprio site nem indo para outro?

“Oras”, dirá o webmaster, “que se transmita e valorize quem comenta no meu blog!” Não precisamos nem dizer que poucas coisas massageiam mais o ego de um blogueiro que um comentário elogioso.

Assim, o problema está posto: como saber exatamente quais links são ou não são relevantes?

Solução para o eterno problema

O fato é que poderá haver manipulações de ambos os lados. Ao Google, seria uma manobra muito arriscada voltar atrás – e não deve voltar. O sistema atual, apesar de seus problemas, é razoavelmente eficaz.

A solução, sim, existe: é o robô do Google, através de seu algoritmo, no futuro ignorar o uso ou não-uso do nofollow. Ele terá de ser tão inteligente que interprete a intenção do link – se aquilo é SPAM ou se deve ser seguido. Mas isso é, na verdade, pedir que o algoritmo ganhe atributos humanos. É quase ficção científica.

Conclusão

Resumindo, o que o Google pede hoje é que você seja consciente no uso dos links e que, mais uma vez, pare de tentar manipular ele. Haja com naturalidade, faça o melhor para o seu usuário e você será recompensado, cedo ou tarde. Mas, para nós que trabalhamos com SEO, fica sempre uma pulga atrás da orelha: como o Google entende o que é bom para o usuário?

Tentar adivinhar o futuro do algoritmo dos search engines é um dos atributos mais indispensáveis de um bom profissional de SEO – mais porque ele passa a entender o presente de um algoritmo do que pelo fato de acertar ou não o que acontecerá. E o caso dos links dá pano para manga, afinal links são e sempre serão o coração do PageRank.

E ,você, como avalia essas mudanças da tag nofollow? Arrisca algum palpite para o futuro?

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